As pústulas na boca são lesões que podem gerar grande desconforto e preocupação entre os pacientes. Entretanto, essas formações podem ter diversas causas, desde infecções bacterianas a doenças sistêmicas, exigindo uma avaliação profissional detalhada para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz.
As pústulas são frequentemente descritas como pequenas bolinhas cheias de pus, que podem romper-se facilmente sob atrito ou pressão, e o diagnóstico clínico e o tratamento adequado são essenciais.

Portanto, neste artigo, abordaremos tudo o que você, dentista, precisa saber sobre as pústulas na boca: o que são, suas principais causas, tipos, sintomas, relação com doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e quais são as melhores abordagens de tratamento. Confira!
O que são pústulas na boca?
As pústulas são pequenas elevações na mucosa oral contendo pus, frequentemente associadas a processos infecciosos. Essas elevações ocorrem devido à inflamação intensa e rompem a camada mais superficial da pele. Essas formações podem se desenvolver em diferentes áreas da boca, como gengivas, língua, parte interna das bochechas e lábios.
Elas são, geralmente, um sinal de resposta imunológica do organismo a uma infecção local e podem indicar problemas odontológicos graves, como abscessos dentários ou doenças periodontais. Além disso, a inflamação pode causar elevações na pele que se rompem facilmente. Dependendo da causa, podem ser dolorosas e prejudicar a mastigação e a fala do paciente.
Principais doenças que causam pústulas na boca
As pústulas podem ser provocadas por várias doenças, sendo as mais comuns:
- Infecções Odontogênicas
- Abscesso dentário: ocorre devido a infecções bacterianas nos dentes, frequentemente por cáries profundas que atingem a polpa dentária.
- Periodontite: inflamação dos tecidos que sustentam os dentes, levando à formação de pústulas e secreção purulenta.
- Doenças Virais
- Além da boca, a face é uma das áreas mais comuns onde as pústulas podem aparecer.
- Herpes oral: o vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1) causa bolhas e lesões ulceradas que podem se transformar em pústulas dolorosas.
- Varicela-zoster: pode acometer a cavidade oral em casos de herpes-zóster, provocando vesículas e pústulas dolorosas.
- Doenças Fúngicas
- Candidíase oral: infecção fúngica por Candida albicans, levando a lesões ulceradas e placas brancas na mucosa oral.
- Doenças Autoimunes
- Lúvus Eritematoso Sistêmico: pode causar lesões ulceradas com secreção purulenta.
- Pênfigo Vulgar: doença autoimune que resulta na formação de bolhas na boca, que podem evoluir para pústulas.
- Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)
- Sífilis: no estágio secundário, pode causar lesões pustulosas na cavidade oral.
- Gonorreia: pode provocar faringite gonocócica, levando à formação de lesões com secreção purulenta.
- Papilomavírus Humano (HPV): algumas cepas podem causar lesões na boca que podem evoluir para pústulas.
Sintomas e Características
As pústulas são lesões que se manifestam como pequenas bolhas cheias de pus. Entretanto, elas podem surgir em qualquer parte do corpo, incluindo a boca, e são frequentemente associadas a condições dermatológicas como acne, impetigo, foliculite e psoríase pustulosa.
Além disso, as pústulas podem variar em tamanho, desde pequenas elevações até lesões mais extensas quando agrupadas. O conteúdo purulento dessas lesões é resultado da resposta do sistema imunológico no combate a infecções ou inflamações na pele. Todavia, além do desconforto estético, as pústulas podem ser dolorosas e causar irritação na área afetada.
Diagnóstico de pústulas na boca
O diagnóstico das pústulas orais deve envolver uma abordagem abrangente, incluindo:
- Histórico clínico detalhado do paciente. Portanto, o histórico de saúde individual da pessoa é crucial para confirmar o diagnóstico de pústula e determinar o tratamento mais apropriado.
- Exame físico e avaliação das lesões
- Exames laboratoriais, como cultura microbiológica e testes sorológicos para DSTs
- Radiografias ou tomografia, em casos de infecções odontogênicas
Tratamentos com anti-inflamatórios
O tratamento das pústulas na boca depende da causa subjacente:
- Infecções dentárias: drenagem do abscesso, antibióticos e, se necessário, tratamento de canal ou extração do dente afetado.
- Herpes oral: antivirais como aciclovir ajudam a reduzir os sintomas e a duração da infecção.
- Doenças periodontais: limpeza profissional, raspagem e alisamento radicular são fundamentais.
- DSTs: antibióticos adequados para gonorreia e sífilis; antivirais para herpes.
- Candidíase oral: antifúngicos como nistatina ou fluconazol.
Prevenção e Cuidados
Prevenir o aparecimento de pústulas na boca é essencial para manter uma boa saúde oral e evitar complicações mais graves. Sendo assim, algumas recomendações importantes são:
Higiene Bucal Adequada
- Escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia com creme dental fluoretado.
- Usar fio dental diariamente para remover restos de alimentos e placa bacteriana.
- Utilizar enxaguantes bucais antissépticos para reduzir a proliferação bacteriana.
Consultas Regulares ao Dentista
- Realizar check-ups odontológicos a cada seis meses para identificar problemas precocemente.
- Fazer limpezas profissionais regulares para prevenir doenças periodontais.
Evitar Comportamentos de Risco
- Praticar sexo oral seguro para reduzir o risco de DSTs que possam afetar a cavidade oral.
- Evitar compartilhar utensílios pessoais, como escovas de dentes e talheres, para prevenir contaminação cruzada.
Alimentação Saudável
- Manter uma dieta equilibrada rica em vitaminas e minerais para fortalecer o sistema imunológico.
- Reduzir o consumo de alimentos açucarados e ultraprocessados, que favorecem o crescimento de bactérias nocivas.
Evitar Automedicação
- Buscar atendimento odontológico em caso de sintomas persistentes.
- Evitar o uso indiscriminado de antibóticos sem prescrição profissional.
Portanto, com essas medidas, é possível prevenir e tratar as pústulas na boca de forma eficaz, garantindo a saúde oral dos pacientes.
Cuidados com a Pele e Prevenção
Para evitar o aparecimento de pústulas, é fundamental manter a pele limpa e saudável!
Sendo assim, lavar a pele regularmente com sabonetes suaves e adequados ao seu tipo de pele ajuda a remover impurezas e prevenir infecções.
Além disso, evitar tocar ou estourar as lesões é crucial para não agravar a inflamação ou causar cicatrizes. Isto posto, o uso moderado de cosméticos e a escolha de produtos não comedogênicos podem prevenir a obstrução dos poros.
Proteger a pele do sol com protetores solares adequados e evitar substâncias irritantes também são medidas importantes. Todavia, adotar um estilo de vida saudável, com uma dieta equilibrada e hidratação adequada, contribui para a saúde da pele e a prevenção de lesões.
Quando procurar um profissional da saúde
Embora a maioria das pústulas seja inofensiva, alguns casos podem ter complicações e requerer atenção odontológica ou médica.
Sendo assim, se as pústulas não desaparecerem após duas semanas e estiverem acompanhadas de vermelhidão intensa, inchaço ou febre, é essencial procurar um profissional da saúde.
Além disso, se as pústulas forem frequentes ou persistentes, consultar um dermatologista é importante para avaliar a causa subjacente e receber orientações personalizadas. Dessa maneira, o tratamento adequado pode ajudar a prevenir cicatrizes e manchas, além de evitar infecções de pele mais extensas.
Sendo assim, um profissional de saúde pode prescrever medicamentos específicos, como antibióticos ou anti-inflamatórios, para tratar a condição de forma eficaz e garantir o bem-estar do paciente.